Contos Contados em até cinquenta palavras...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Estático,

observa o tic-tac, compassado, do relógio.
O giro do ponteiro. Sua cabeça gira. Confusão.
O som do coração batendo, descompasso.
Dos carros correndo... Das pessoas correndo...
Sem tempo. Contra o tempo. 
Só há um tempo... o agora...
Este é o tempo para ama-la.

Ela quer um tempo...

quarta-feira, 20 de junho de 2012

A ferida sangrava...

...lagrimas jorravam... 
...a dor no peito era insuportável...


Jamais ouvira tão duras palavras...

Já havia visto...

...aquele filme antes, dezenas de vezes... 
Por vicio... escolheu o mesmo caminho...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sem saber...

... sabendo que sabia demais, observado era.
Quando soube, era tarde, três tiros levara...
Jaz morto aquele que sabia... Já não sabe...
Quem o matou? Jamais souberam...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Pela ultima vez...

...fez o costumeiro trajeto ao voltar da escola... 
Passou em frente a Doceria - onde sempre observava os doces, sem poder comprar sequer uma bala - dobrou a esquina, atravessou a rua, seguiu rumo a favela, sua casa...
Olhar fixo no chão... parecia procurar algo...


Encontrou uma bala perdida...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ela se foi...

Ele estava em prantos... Amava-a!
Seu amor, por ela, estava acima de tudo... de sua própria vida...
Havia prometido jamais deixar que nada os separassem... Nada!
Estava decidido! Iria atrás dela... Onde fosse preciso...
Serviu-se de uma dose de uísque, acompanhado de gelo e... cianureto...


Cumpriu sua promessa...

terça-feira, 5 de junho de 2012

...a partir dos olhos...

... a gota escorreu vagarosamente, por toda a extensão da face... contornando a boca... seguiu até o queixo... onde cai... suicida-se... desaparece...


"Maldita goteira!!!"

sábado, 12 de maio de 2012

Era tão azarada...

...não havia mulher mais azarada que aquela. 
Certa vez a sorte lhe bateu a porta...
 Ela havia saido pela janela... 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Era uma jovem...

...muito bela e cobiçada. 
Conquistou sua independência financeira muito cedo. 
Uma empresaria muito bem sucedida. 
Vivia cercada de pessoas. Os homens jogavam-se aos seus pés. 
Porém, as vezes sentia-se incompleta. 
Vazia... 
Preencher este vazio tornou-se sua busca eterna... 

Trancou seu coração... 

Abriu as pernas...

André...


Chega em casa. Cansado, após um exaustivo dia de trabalho. 
Segue a rotina. Toma banho. Alimenta o Rex. Assiste televisão enquanto faz sua refeição. 
Assistia sobre os habitos alimentares dos Koreanos. “Como podem matar um bichinho desse para comer?” Olhando para Rex, pensa indignado... 
Saboreando um delicioso bife mal passado...